MATÉRIA PUBLICADA DIA 31 DE DEZEMBRO DE 2008

ESCORPIÕES

O nome “escorpião” é derivado do latim scorpio / scorpionis. Existem registros da existência dos escorpiões
desde a era Siluriana, há mais de 400 milhões de anos. Foram os primeiros artrópodes a conquistar o ambiente terrestre, sendo que nesta adaptação, não passaram por modificações morfológicas importantes. Atualmente estão catalogadas cerca de 1600 espécies em todo o mundo, e no Brasil ocorrem
em torno de 100 espécies. Durante o período de construção de uma residência ou indústria é comum
encontrar escorpiões durante o acerto do terreno (escorpião marrom) ou muitas vezes alojados em blocos de construção (escorpião amarelo). A espécie mais encontrada em nossa região é o escorpião amarelo e o marrom.

HÁBITOS
Os escorpiões são animais terrestres, de atividade noturna, ocultando-se durante o dia em locais sombreados e úmidos (sob troncos de árvores, pedras, cupinzeiros, tijolos, cascas de árvores velhas, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, no solo, entre outros) e não são animais agressivos.Existem poucas espécies que se adaptaram à vida junto
às habitações humanas e, ocasionalmente dirigem-se às casas à procura de abrigo, em velhas construções, principalmente onde há material de construção estocado, podendo ser encontrados dentro de sapatos e gavetas. Todos os escorpiões são carnívoros, capturam e matam animais dos quais se alimentam, entre eles podemos citar: baratas, grilos, cupins, aranhas de porte médio, etc. Tem como inimigos naturais as corujas, gaviões, sapos, algumas espécies de aranha, lagartos entre outros.


ABRIGOS
- atrás de vasos sanitários - roupas para lavar/passar
- batentes de portas - tacos soltos - dentro de sapatos
- sob pedras e entulho - caixões em túmulos
- terrenos abandonados e mal cuidados - solo


PREVENÇÃO E CONTROLE
- Não se deve colocar a mão em buracos no solo, fendas em árvores e sob ninhos de cupim de montículo
- Proporcionar uma adequada conservação dos jardins não acumulando madeiras, telhas e outros materiais.
- Manter sempre um controle de baratas eliminado abrigo e alimento, e quando necessário providenciar o controle químico destes insetos.
- Não acumular materiais e restos de construção. - Sacudir roupas e sapatos antes de utilizá-los.
- Evitar o acúmulo de madeira para lenha e outros materiais. - Utilização de ralos protetores


RISCOS À SAÚDE
Embora os escorpiões não sejam vetores de doenças, inoculam veneno que de acordo com a espécie pode ser fatal. A maior parte dos acidentes causados por escorpiões em pessoas adultas é benigna, mas em crianças e idosos é quase sempre fatal se não forem tomadas as devidas providências em curto espaço de tempo.O veneno do escorpião inoculado é rapidamente absorvido pela pele e músculos, deslocando-se para o sangue, rins, pulmões e sistema nervoso. A maior ação ocorre no sistema nervoso, com efeitos locais
e sistêmicos. O envenenamento por estes animais causa dor local intensa, que se irradia por todo o corpo, podendo ainda ocorrer inchaço e vermelhidão leves no local da picada.Outros efeitos visíveis, além da dor, são: aumento de todas as secreções; perturbações respiratórias; paralisia respiratória; choque devido ao aumento da pressão sanguínea; alterações cardíacas; vômitos; cólicas intestinais; diarréia; aumento da urina com emissão involuntária desta; tremores musculares; convulsões; paralisias musculares e outros.


CURIOSIDADE
A reprodução dos escorpiões difere quanto ao tipo. No escorpião amarelo ela se dá por partenogênese, isto
é, os óvulos se desenvolvem originando um novo indivíduo sem a necessidade de uma fecundação,
bastando para isto que a fêmea encontre boas condições de calor e alimentação. Dessa forma, a população
de escorpiões amarelos é constituída somente de fêmeas. Esta característica de reprodução faz
com que essa espécie seja disseminada com maior facilidade


IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA
Representam um grupo importante e eficiente sendo considerados os principais predadores de insetos,
aranhas e outros pequenos animais, muitas vezes nocivos ao homem, contribuindo para o equilíbrio populacional dessas presas.


Rubens Rugeri
Engenheiro Industrial e Químico

 

 

   
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