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MATÉRIA PUBLICADA
DIA 28 DE NOVEMBRO DE 2008
AQUECIMENTO
A GÁS
Nos dias
atuais, em face à iminência de cortes de energia e determinação
governamental conclamando o país à economia de energia elétrica,
a população, de uma maneira geral, obediente e preocupada
e, acima
de tudo, engajada nas regras deste novo jogo a ser disputado com espírito
olímpico para vencer a crise, adotou medidas diversas para redução
do consumo de energia, substituindo lâmpadas do tipo incandescente
por modelos do tipo fluorescente compacta, desligando aparelhos de potência
elevada e racionalizando o uso dos demais aparelhos existentes em suas
moradias.
Quanto ao item chuveiros, nem todas as residências foram projetadas
ou possuem sistema alternativo de geração de água
quente. Daí a grande proliferação dos chuveiros elétricos,
com modelos e potências diversos que, na atual conjuntura, transformaram-se
nos grandes vilões do consumo, de maior contribuição
no valor da conta de luz, dependendo da forma como é usado, isto
é, quanto mais potente for o chuveiro, quanto mais longo for o
banho e estando a chave comutador na posição inverno, maior
será o valor apresentado na conta da concessionária.
Como alternativa disponível no mercado para residências em
fase de construção ou mesmo residências existentes
que aceitem uma reformulação em seu encanamento, temos o
sistema de aquecimento solar, que já foi apresentado em matéria
neste mesmo jornal e será reapresentado oportunamente, e o sistema
a gás, podendo este ser do tipo GLP (gás liquefeito de petróleo)
ou GN (gás natural), distribuído atualmente para algumas
cidades por uma concessionária (COMGAS) através de rede
subterrânea. Além destes combustíveis, encontramos
também a nafta, que é um subproduto do petróleo.
Com relação aos equipamentos de aquecimento a gás,
temos uma diversidade de modelos e fabricantes, sendo alguns de fabricação
nacional e outros importados. Além disso, o equipamento de aquecimento
a
gás pode ser do tipo acumulação, que consiste de
um tanque cilíndrico vertical (“boiller”), com uma determinada
capacidade de armazenamento (variando de 200 L a 3.000 L), funcionando
como uma caldeira a gás, ou do tipo de passagem, mais usual, inclusive
encontrado em apartamentos residenciais, também chamado de instantâneo,
com capacidade de aquecimento de 10 a 30 l/min, em que a água passa
por uma serpentina de cobre e esta é aquecida através de
uma chama alimentada por gás (natural ou GLP). Os modelos de passagem,
em sua quase totalidade, possuem dispositivo de acendimento automático
e válvula de bloqueio em caso de apagamento da chama piloto. Os
equipamentos de aquecimento a gás GLP devem ser instalados em local
arejado, distantes de aberturas no piso, visto que o gás (GLP)
é mais denso que o ar. Com o advento da expansão da rede
de gás natural, através do gasoduto Brasil-Bolívia,
a disponibilidade deste elemento para um número maior de municípios
já se faz realidade e, como vantagens do gás natural sobre
o GLP, podemos citar: Composição e queima mais constantes;
Dispensa espaço para depósito de combustíveis e/ou
área de descarga de caminhões; Não apresenta problemas
de condensação e obstrução de passagem dos
gases; Dispensa armazenamento de combustíveis, o que permite a
redução da taxa de seguro; Não requer manutenção
constante de válvulas, controle de pressão, limpeza de tanques;
A densidade do gás natural é menor que a do ar (ao contrário
do GLP). Como normas que regem a utilização de gás
no país temos: NBR 12313 (“Sistema de combustão - Controle
e segurança para utilização de
gases combustíveis em processos de baixa e alta temperatura”),
NBR 13933 (“Instalações internas de gás natural (GN)
- Projeto e execução”) e NBR 13523/96 (“Instalações
de GLP em edifícios”). Como unidade para se medir a quantidade
de calor temos a caloria (cal) e a quilocaloria (kcal = 1.000 cal). O
conceito principal é: “Para elevar- se a temperatura de 1 L de
água em 1º C é necessário que se produza uma
energia térmica equivalente a 1 Kcal”. Cada combustível
tem uma capacidade de geração de calor limitada e a isso
chamamos de poder calorífico (PC). Apresentamos abaixo uma tabela
comparativa entre os elementos e seus PC's:

Como curiosidade,
fornecemos uma tabela comparativa do consumo e gasto de energia entre
sistema de aquecimento convencional (chuveiro elétrico com potência
de 5.400 W) e aquecedores a gás (GLP e GN) de passagem (fab. Rinnai
para 10 L/min) e de acumulação (fab. Geral para 80 L ).
A intenção é demonstrar o percentual de economia
de energia em relação ao equivalente elétrico (chuveiro).

Félix Walter Germer Júnior
Engenheiro Civil

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