MATÉRIA PUBLICADA DIA 27 DE MARÇO DE 2009

O QUE É ACIDENTE?
PARTE 4


A cada dia, o foco e a necessidade de prevenir acidentes, cresce em prioridade nas empresas.
Numa sociedade em constante evolução a necessidade de resultados cada vez mais rápidos expõe o trabalhador a novas situações de risco e, sobretudo, como veremos mais adiante, altera seu comportamento mental, via aparecimento de tensões e estresse inerentes às atividades que desenvolve. A previsão de acidentes nos modelos clássicos já é insuficiente. Acidentes (aqui definidos como ocorrências em que há danos materiais ou lesões em pessoas) são precedidos por situações que, se não controladas de forma adequada, preparam o terreno para sua manifestação. São os incidentes (ou “quase acidentes” – ocorrências em que, por algum motivo, não houve perdas materiais ou lesões a pessoas).
Com este raciocínio, Frank Bird apresentou um modelo de pirâmide para representar a evolução
dos incidentes para os acidentes com graves danos humanos. Segundo esse modelo, incidentes ocorrem
num determinado número. Teoricamente, poderia ter havido acidentes em cada um deles.

De fato alguns se constituem em acidentes com perdas materiais. Uma quantidade menor gera acidentes com conseqüências humanas leves e um número ainda menor leva a acidentes com danos de maior gravidade em pessoas. Em média, 600 incidentes geram 30 acidentes com perdas materiais e 10 com lesões humanas
das quais uma é grave. Esta relação se dá mesmo em empresas com elevada preocupação com a segurança. Estudos mais modernos acrescentam, à base da pirâmide de Bird, um outro nível de ocorrência,
anterior e, muitas vezes, causas potenciais dos incidentes.
Seriam ações e procedimentos pessoais, de tal forma relevantes, que poderiam causar incidentes, iniciando
o processo de futuros acidentes. Estas ações foram denominadas “comportamentos críticos”.
Comportamentos críticos são atitudes e comportamentos inadequados como pressa, frustação, cansaço e excesso de confiança que fazem com que as pessoas e trabalhadores fiquem desatentos, sem
concentração no trabalho e assim geram um aumento do risco de acidentes.


Visando reduzir custos e perdas de vida, as empresas, a sociedade e os trabalhadores tem um grande desafio pela frente: mudar sua própria cultura passando de cultura corretiva para cultura preventiva e para isso é preciso atitudes e comportamentos seguros.


Rogério Tadeu
Professor e Coordenador
de Meio Ambiente,
Saúde e Segurança no
Trabalho

 

 

   
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