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MATÉRIA PUBLICADA
DIA 27 DE FEVEREIRO DE 2009
CASAS
POPULARES TERÃO ASSISTÊNCIA GRATUITA
Uma nova
lei nº 11.888, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva em 24 de dezembro de 2008, assegura assistência técnica
pública para a realização de projetos de construção
de casas populares a pessoas de baixa renda. Com isso, famílias
que recebem até três salários mínimos poderão
ter, gratuitamente, o serviço de um profissional para fazer ou
executar o projeto de sua própria casa obedecendo a padrões
técnicos - e em locais seguros. A assistência nos projetos
também trará
economia à construção, já que haverá
um menor desperdício de material. Além disso, serviços
de luz, água e saneamento básico se farão presentes
no projeto da casa, que deve apresentar até 60 metros quadrados
e ser construída em áreas declaradas de interesse social.
A execução da nova lei de engenharia pública, como
é chamada, deve abrir ainda novas oportunidades no mercado de trabalho
para engenheiros, arquitetos
e urbanistas que atuem no serviço público, em organizações
não-governamentais ou que integrem
programas de residência acadêmica ou programas de extensão
universitária, por meio de escritórios-modelo
ou públicos com atuação na área. "É
uma luta histórica para o movimento social brasileiro na busca
por
uma moradia digna a famílias de baixa renda", declara o deputado
federal Zezéu Ribeiro (PT-BA), autor da proposta. "É
preciso aproveitar esse momento de recessão na economia para enfrentar
a crise
com um envolvimento maior de todo o segmento da construção
civil", considera. Além de assegurar o
direito à moradia, a lei tem o objetivo de otimizar e qualificar
o uso e o aproveitamento racional do local onde será construída
a casa e evitar a ocupação de áreas de risco e de
interesse ambiental. Os recursos
financeiros provirão do governo federal, que dará apoio
aos estados e aos municípios na assistência
técnica dos profissionais. "Em 2010 queremos ter, no mínimo,
15 capitais com programas- piloto. Para isso,
necessitaríamos de cerca de R$ 2 bilhões dos cofres públicos",
afirma Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea). "É preciso,
agora, fazer uma
ampla mobilização da categoria com o sentido de buscar a
melhor forma de operacionalizar essa lei em cada município",
prevê.
Flavia Albim Ribeiro
Engenheira Civil

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