MATÉRIA PUBLICADA DIA 22 DE MAIO DE 2009

TÉCNOLOGO - QUE PROFISSIONAL É ESSE?


Os cursos de tecnologia estão em franca expansão. Desde o inicio da oferta desses cursos, em 1969, a expansão dos cursos de tecnologia tem acompanhado os movimentos sociais, econômicos, tecnológicos
e políticos. Conseqüentemente, os incentivos são cíclicos. Os cursos de tecnologia não se identificam com as habilitações intermediárias, nem com os de curta duração, na medida em que são cursos terminais e não partes ou fases de cursos mais longos. O curso deve ser encarado com objetivos definidos, e assim com características próprias; portanto, deve ter a duração de estudos que for necessária.
Destaca-se que a oferta de cursos de tecnologia teve como propósito atender a demanda por ensino
superior e a necessidade do mercado de trabalho. O fato de os cursos de tecnologia estar subordinados
à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), do MEC, causou um desconforto, pois as graduações tradicionais estavam contempladas no capitulo da educação profissional. Soma-se a
esse fato o de que as finalidades da educação superior são semelhantes às da educação tecnológica.
Muda a concepção e define o tecnólogo como o agente de desenvolvimento do processo de capacitação tecnológica. O elemento cuja atuação profissional permite, através da absorção, domínio, digestão e difusão dos conhecimentos, oferecer soluções criativas ou participar de equipes habilitadas na concepção
e criação de soluções. O tecnólogo não é um profissional subalterno em sua competência, visto que
não há limites para o aprendizado e o saber. Afirma que o tecnólogo é o agente capaz de colocar as forças da natureza e seus recursos a serviço da sociedade, no atendimento das necessidades humanas.
Atualmente, o profissional é visto como o indivíduo que busca sistematicamente ampliar seus conhecimentos, habilidades e aptidões, não só no âmbito tecnológico, como nas comunicações e nas relações humanas, a fim de contribuir para o desenvolvimento da sociedade, em harmonia com o meio ambiente. As instituições de ensino, ao elaborarem os seus planos ou projetos pedagógicos dos cursos superiores de tecnologia, sem prejuízo do respectivo perfil profissional de conclusão identificado, deverão considerar as atribuições privativas ou exclusivas das profissões regulamentadas por lei.
Novamente fica caracterizada a dificuldade de inserção plena do tecnólogo nas áreas onde exista a
regulamentação da profissão. A evolução tecnológica exige o desenvolvimento do conhecimento; com isso, as profissões tradicionais naturalmente são subdivididas em novas profissões, processo quem vem acontecendo ao longo dos últimos anos. O País precisa atingir um grau de desenvolvimento
para alcançar sua independência tecnológica e melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos.
Novos profissionais, como os tecnólogos, devem ser considerados parceiros colaboradores e não ameaças.
A característica fundamental da educação tecnológica é a de registrar, sistematizar, compreender e
utilizar o conceito de tecnologia, histórica e socialmente construído, para dele fazer elemento de ensino,
pesquisas e extensão numa dimensão que ultrapasse concretamente os limites das aplicações técnicas,
como instrumento de inovação e transformação das atividades econômicas em benefício do cidadão,
do trabalhador e do país. A concepção proposta para a formação dos tecnólogos é notadamente característica do ensino superior de graduação; portanto, sua atuação no emprego deve ser compatível com essa formação, bem como o seu reconhecimento pela sociedade.


Jomar Assis Ribeiro
Tecnólogo em Mecânica

 

 

 

   
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