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MATÉRIA PUBLICADA
DIA 21 DE DEZEMBRO DE 2007
OBRA
X PAISAGISMO - DIMENSIONANDO UM JARDIM
"O Paisagismo
é a moldura da casa" - essa é uma frase que expressa
uma grande verdade. Qualquer residência torna-se mais alegre e colorida
quando há a presença do verde, seja ele num vasinho de flor,
em uma jardineira ou em um projeto mais elaborado. Atualmente, esta profissão
milenar (quem não ouviu falar dos Jardins da Babilônia),
vem ganhando cada vez mais destaque, principalmente porque os projetos
residenciais têm evidenciado as áreas de lazer e convívio
social e o papel do paisagista é projetar estes espaços
livres. Tornou-se quase obrigatório estas áreas serem ocupadas
por piscinas, spas, ofurôs e espaços gourmets e mesmo em
lotes exíguos notase a presença das churrasqueiras, cujas
chaminés
sobressaem-se nas coberturas. Não é raro, no entanto, estes
espaços serem os últimos a serem projetados e construídos,
que acaba prejudicando o trabalho do paisagista.
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É muito comum sermos chamados para desenvolver projetos em residências
belíssimas e nos depararmos com espaços mal dimensionados
para o plantio das vegetações. Cada espécie, seja
ela um arbusto, uma árvore ou uma palmeira, tem um tipo de raiz
e torrões de terra proporcionais ao seu porte, por
isso necessita de covas de tamanho adequado. As áreas de piscina,
por exemplo, são ótimas
para o plantio de palmeiras, mas necessitam de covas de no mínimo
0.60m x 0.60m (diâmetro
e profundidade) para palmeiras com portes de 2, 5 a 3,00m de altura (tamanhos
comumente
encontrados nas floras). Isso significa que se quisermos plantá-las
próximas aos muros de
divisa do terreno, as covas precisarão ser abertas em canteiros
de no mínimo 1,20m de largura
para não "invadirem" as propriedades limítrofes.
Quando um cliente pede portes maiores (acima de 6m), as covas chegam a
1,20m x 1,20m e há a necessidade de guindastes para o plantio,
pois cada espécie pode pesar 3 toneladas (veja fotos). Tudo isso
já deve estar programado muito
antes da implantação do jardim, pois precisará de
muito espaço para ser executado.
Uma outra situação comum é deixar canteiros entre
os muros de divisa e o piso das áreas de lazer,
mas é preciso lembrar que estes devem ter no mínimo 0.60m
de largura, caso a intenção seja plantar
touceiras e cercas-vivas, cujas covas tem comumente 0.40m x 0.40m. Muitas
vezes, mesmo com estas
dimensões obedecidas, fica difícil o plantio, pois as sapatas
dos muros acabam invadindo o canteiro,
deixando-o muito menor em profundidade. Em jardineiras elevadas, muito
comuns por cima de casas de máquina e cascatas de piscinas, é
necessário fazer uma impermeabilização adequada e
observar a profundidade que deve ser superior a 0.30m, caso se queiram
plantar
bromélias e trepadeiras. Muitos projetos contam também com
as famosas "áreas de luz", excelentes para o paisagismo,
mas que por, freqüentemente não apresentarem piso rebaixado
e impermeabilização e drenagem adequada privam os proprietários
de terem naquele local um jardim, que acaba sendo substituído por
vasos.
É papel do paisagista orientar tanto o proprietário como
o responsável pelo projeto para um
melhor aproveitamento da área não edificada do terreno e
isto já deve ocorrer no início da construção,
pois assim ele poderá analisar o melhor local para a implantação
não só da vegetação mas das áreas de
lazer da residência. Para este trabalho são levados em conta
a insolação do local, tipo de solo, locais de p lantio e
p referências do cliente que determinarão o tamanho dos canteiros
e covas, dimensionamento das jardineiras, escolha das espécies
mais apropriadas, tipo de pisos empregados, iluminação do
local e até
mesmo a locação de torneiras e tomadas. Entre os profissionais
envolvidos com o paisagismo
trabalham tanto arquitetos paisagistas como agrônomos e técnicos
habilitados. Se você tiver alguma
dúvida, não hesite em procurá-los, pois isto possibilitará
a confecção de um jardim e áreas de
lazer mais próximas dos anseios do cliente e evitará, com
certeza, "quebra-quebras" desnecessários.
NOEMI YOLAN NAGY FRITSCH
Arquiteta

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