MATÉRIA PUBLICADA DIA 17 DE OUTUBRO DE 2008

DICAS PARA UMA PISCINA SAUDÁVEL NO OUTONO/INVERNO

Com a temperatura caindo, a piscina passa a ser um item dispensável para suas horas de lazer, principalmente se ela não for aquecida. Se for, o tratamento de água é o mesmo que o da temporada de
verão, mantendo-se sob controle os mesmos parâmetros. A diferença é que isso demandará muito pouco
de seu tempo (alguns minutos semanais) e consumo muito menor de produtos. É sempre bom lembrar
que nunca devemos esvaziar a piscina, pois podem ocorrer danos em sua estrutura, desde imperceptíveis
fissuras até sérias rupturas no concreto e tubulações. A ausência de tratamento, por outro lado,
deixará a água da piscina exposta a todo tipo de contaminação. Para evitar a ocorrência desses riscos é prudente manter a água tratada durante o inverno, conforme as dicas que se seguem.
Diariamente:
Acione a filtração de 2 a 3 horas por dia para que a água permaneça límpida. Se você tem um programador
horário, ajuste-o para funcionar durante esse tempo, mesmo com a piscina coberta. Se não tem,
pense em instalar um para ligar e desligar a motobomba por você, automaticamente, todos os dias.
Isso facilitará muito seu trabalho.
Semanalmente:
1. Analise o pH (é um número de uma escala graduada de 0 a 14, que indica de uma forma simples e
objetiva se a água está ácida). Se estiver fora da faixade 7,2 a 7,8 ajuste-o para 7,4 a 7,6. Use o Alcalinizante pH+ para aumentá-lo e o Alcalinizante PH- para diminuí-lo;
2. Analise a alcalinidade total (é a soma, geralmente expressa em ppm, das concentrações dos diversos
sais alcalinos dissolvidos na água, que reagem com ácidos, neutralizando-os e, dessa forma,
impedem o abaixa-mento do pH. A alcalinidade total, portanto, confere estabilidade ao pH. Por isso, águas
com pouca alcalinidade têm seu pH facilmente alterado até pelas águas de chuvas - geralmente ácidas
- e águas com alta alclinidade têm pH difícil de baixar) e ajuste-a para a faixa adequada ao tipo de cloro
utilizado;
3. Faça a desinfecção com cloro (mata os microorganismos presentes nas águas antes que tenham
tempo de infectar os usuários ou se multiplicar), procurando manter o residual de cloro livre sempre entre
2 e 4 ppm. Siga as instruções de uso que devem constar nas embalagens;
4. Analise o residual de cloro livre. Sempre que os resultados revelarem residuais de cloro livre fora da
faixa ideal (2 a 4 ppm) ajuste a dosagem de cloro que está utilizando (ou a do equipamento de cloração)
para que a fixa ideal seja atingida e mantida.
Mensalmente:
1. Analise a dureza cálcica (é a medida, geralmente expressa em ppm, de seu conteúdo de sais de cálcio
dissolvidos) e ajuste-a à faixa de 200 a 400 ppm. Cada 15g de Promotor de Dureza Cálcica aumenta adureza cálcica em 10 ppm; 2. Se a piscina estiver exposta ao sol, analisar o nível residual de estabilizante
de cloro (tem a finalidade de impedir que os raios ultravioleta do sol consumam rapidamente o cloro adicionado à água e anulem sua ação desinfetante). Complete seu nível para 50 ppm (50g para cada 1.000 litros de água). Conforme necessário: Se a piscina não for coberta, então haverá ainda o trabalho de recolher folhas e outras sujeiras e fazer a aspiração conforme a necessidade. Uma piscina bem tratada evita o risco de instalação e reprodução de larvas de mosquitos, inclusive as do transmissor da dengue (Aedes Aegypti), assim como a reposição de água, de modo que certamente estaremos colaborando para amenizar a crise de abastecimento.


Fonte de Consulta: A Assetrat - Tratamento de
Águas e Comércio Ltda.


Engº Fernando A. Christini

 

   
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