MATÉRIA PUBLICADA DIA 15 DE NOVEMBRO DE 2007

COMO CONSEGUIR DINHEIRO

Quando imaginamos um novo projeto, temos como prérequisito a existência de recursos financeiros para desenvolvimento, não importando qual é o seu objetivo: projeto de vida, construção de um novo negócio, construção de uma casa, compra de um carro, projetos sociais, etc.
Esta afirmação, apesar de parecer óbvia, não é seguida ou seguida parcialmente por muitas pessoas físicas e empresas. Dentro dos custos de um projeto alguns itens importantes e comuns são : terrenos, construções civis, tecnologia a ser usada, equipamentos e máquinas, ferramental e também as necessidades de capital de giro para as fases iniciais do projeto. Não podemos esquecer que o novo negócio, às vezes, demora para decolar o que obriga o empreendedor a ter um capital para suportar as despesas iniciais do negócio. O método de fluxo de caixa normalmente nas fases iniciais de qualquer projeto é feito por estimativas e corresponde a determinar todas as receitas previstas
(recursos que entram) de um lado e de outro lado os custos, num intervalo de tempo. Exemplo de um fluxo de faixa para um time de futebol ( tabela abaixo).
Nas grandes organizações as estimativas iniciais são efetuadas por especialistas que avaliam, em sua área de competência, os custos necessários, a data em que eles deverão estar disponíveis e a soma de todos os departamentos será a necessidade total do projeto. Nos projetos pequenos (exemplo: a construção de uma casa) a complexidade é maior devido nem sempre o investidor ter preparação técnica e financeira suficiente para avaliar o custo total, por isso, podemos usar o recurso de um
Como Conseguir Dinheiro especialista (engenheiro, arquiteto, etc.), usar revistas ou empresas especializadas. Outro item importante é termos consciência que as previsões iniciais de custos se forem superestimadas inviabilizam o projeto e se forem subestimadas criam uma falsa expectativa de sucesso, principalmente se for aliada a uma alta expectativa de Vendas.
O fluxo de caixa é muito útil, simples e pode ser usado para controlar o orçamento doméstico, no rateio das despesas do futebol (racha do fim de semana), clubes, associações, pequenos e grandes negócios, projetos. Como fontes de financiamento em novos projetos podemos visualizar alguns:
Recursos próprios; Empréstimos de curto prazo em bancos comerciais e instituições financeiras; Fornecedores; Bancos públicos como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Finame, Banco Mundial, Ações, etc.
Os financiamentos na visão do capitalista têm uma meta que é o lucro e de quem empresta é ter o mínimo impacto no fluxo de caixa do projeto, por isto, eles devem ser analisados com referência a prazos, taxas de juros e retornos financeiros de ambas as partes. Dentro as centenas de programas de financiamento, hoje em dia são freqüentemente citados nos jornais as PPP (parcerias público privadas) para infra-estrutura, em que o investidor privado investe em obras junto com o
governo, Venture Capital em que empresas de financiamento investem em outras empresas com participação minoritária e quando estas decolam vendem a participação e procuram outras para investir. Recentemente houve um princípio de crise mundial causado por empréstimos chamados subprime nos Estados Unidos com alteração negativa das bolsas de valores em que empresas e países tiveram sérios prejuízos. Este empréstimo tem o objetivo principal de financiar a compra de imóveis nos Estados Unidos sendo que a única garantia é o próprio imóvel e para diminuir o risco as financiadoras vendiam títulos a outros investidores e quando os primeiros deixaram de pagar começou a falta de liquidez (falta de dinheiro). Ninguém sabe até onde vai esta crise porque, na verdade ninguém sabe quantos e quais investidores possuem estes títulos. No Brasil, já há alguns anos, temos um financiamento fácil, a cada esquina temos alguém oferecendo empréstimos,
Financiadoras, Banco do Povo, Bancos privados e do governo, empréstimos a aposentados, financiamento Mde carros por bancos das montadoras a perder de vista, cartões de crédito às dezenas, lojas, etc. A meu ver, a facilidade de crédito é positiva para nosso desenvolvimento, movimenta a economia, dá acesso às pessoas a bens que seriam difíceis de conseguir Mcom recursos próprios, dá empregos, ajuda as pessoas a realizar seus projetos.
Porém, estes empréstimos, pelo lado de quem solicita, devem ser analisados em sua possibilidade de pagamento (com os juros) através da análise de um fluxo de caixa, caso contrário corremos o risco de acontecer o que aconteceu no mercado subprime dos Estados Unidos, em breve teremos o início de uma quebradeira geral e ninguém pagando ninguém.


Paulo Gonçalves dos Santos
Engenheiro de Planejamento

 

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