MATÉRIA PUBLICADA DIA 12 DE DEZEMBRO DE 2008

TRATRAMENTO DE ÁGUAS EM PISCINAS

Normalmente quando cai a temperatura nos meses de inverno, diminui o interesse pelas piscinas de águas não aquecidas. Se isso acontecer em sua área, dois cuidados são muito importantes:
1. Não esvazie a piscina; 2. Não abandone o tratamento de água.
A piscina vazia pode sofrer danos em sua estrutura, desde imperceptíveis fissuras até sérias rupturas no concreto e tubulações. Por outro lado, a ausência de tratamento da água deixará a piscina exposta a todo tipo de contaminação e, muito mais rápida do que se imagina, ela estará verde, turva e malcheirosa,
provocando visual desagradável e constituindo-se em excelente foco de instalação e reprodução de larvas de insetos. Por que tratar a água da piscina? Qualquer quantidade de água armazenada se deteriora na ausência de tratamento adequado. Como exemplos, podemos citar uma poça de água, um
copo de água, um reservatório, e logicamente uma piscina. Essa deterioração acontece porque os microorganismos (alguns causadores de doenças, outros não) encontram nela ambiente propício, instalam-se e se multiplicam rapidamente. Por exemplo, algas encontram sais minerais e luz solar que os
vegetais necessitam para crescerem e se multiplicarem; bactérias, fungos e vírus encontram materiais orgânicos (algas mortas) sem os quais não viveriam. Arquitetura e Engenharia Tratamento de águas em piscina Insetos encontram locais propícios para pôr seus ovos, que se tornarão larvas,
como pernilongos, mosquitos (o aedes aegypti transmissor da dengue é um bom exemplo), etc.
Fatores de contaminação da água Considerando-se que a piscina é uma estrutura de armazenamento de água, sua poluição pode ocorrer por três fatores principais:
• Contaminantes já presentes na água de abastecimento (conforme origem), como bactérias, algas, fungos, etc.;
• Contaminantes trazidos pelos agentes atmosféricos, como os ventos, chuvas, ar, que trazem microorganismos, assim como poeira, insetos, folhas, entre outras coisas;
• Contaminantes trazidos pelos próprios banhistas, conforme seus hábitos de higiene pessoal, como suor, urina, cabelos, loções, cosméticos, etc. Um banhista contaminado por doença contagiosa
também contribuirá com os microorganismos causadores dessa doença, a qual poderá ser transmitida a
outros banhistas pela água não tratada. Contudo, a ciência e a tecnologia, através do desenvolvimento constante de produtos, sistemas e métodos de aplicação, permitem evitar esse quadro
e obter-se água pura, cristalina e equilibrada na piscina, de forma fácil, segura e econômica.
Os objetivos do tratamento da água da piscina são obter e manter o tempo todo:
• ÁGUA LIMPA: de boa aparência, transparente, cristalina (fisicamente limpa);
• ÁGUA BALANCEADA: que não irrite a pele, olhos e mucosa dos usuários nem cause danos nos equipamentos (quimicamente estável);
• ÁGUA SAUDÁVEL: livre de qualquer tipo de microorganismo (causador ou não de doenças), da presença de
odores ofensivos, do acúmulo de materiais orgânicos e colorações estranhas (biologicamente limpa).


Engº Fernando A. Christini

 

   
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