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MATÉRIA PUBLICADA
DIA 11 DE JANEIRO DE 2008
DICAS
PARA UMA PISCINA SAUDÁVEL
Com a temperatura caindo, a piscina passa a ser um item dispensável
para suas horas de lazer, principalmente se ela não for aquecida.
Se for, o tratamento de água é o mesmo que o da temporada
de verão mantendo-se sob controle os mesmos parâmetros. A
diferença é que isso demandará muito pouco do seu
tempo (alguns minutos semanais) e consumo muito menor de produtos. É
sempre bom lembrar que nunca devemos esvaziar a piscina, pois podem ocorrer
danos em sua estrutura, desde imperceptíveis
fissuras até serias rupturas no concreto e tubulações
e danos no revestimento como vinil ou fibra.
A ausência de tratamento, por outro lado, deixará a água
da piscina exposta a todo tipo de contaminação.
Para evitar a ocorrência desses riscos é prudente manter
a água tratada durante o inverno, conforme as dicas que se seguem.
Diariamente:
Acione a filtração de 2 a 3 horas por dia para que a água
permaneça límpida. Se você tem um programador horário,
ajuste-o para funcionar durante esse tempo, mesmo com a piscina coberta.
Se não tem, pense em instalar um para ligar e desligar a moto bomba
por você, automaticamente, todos os dias. Isso facilitará
muito seu trabalho.
Semanalmente:
1. Analise o pH (é um número de uma escala graduada de 0
a 14, que indica de uma forma simples e
objetiva se a água está ácida). Se estiver fora da
faixa de 7,2 a 7,8 ajuste-o para 7,4 a 7,6. Use o Alcalinizante ph+ para
aumentá-lo e o Alcalinizante ph- para diminuí-lo;
2. Analise a alcalinidade total (é a soma, geralmente expressa
em ppm, das concentrações dos diverso
sais alcalinos dissolvidos na água, que reagem com ácidos,
neutralizando-os e, dessa forma, impedem o
abaixamento do pH. A alcalinidade total, portanto, confere estabilidade
ao pH. Por isso, águas com pouca alcalinidade têm seu pH
facilmente alterado até pelas águas de chuvas - geralmente
ácidas - e águas com alta alcalinidade têm o pH difícil
de baixar) e ajuste-a para a faixa adequada ao tipo de cloro utilizado;
3. Faça a desinfecção com cloro (mata os microorganismos
presentes nas águas antes que tenham tempo
de infectar os usuários ou se multiplicar), procurando manter o
residual de cloro livre sempre entre 2 e 4 ppm. Siga as instruções
de uso que devem constar nas embalagens;
4. Analise o residual de cloro livre. Sempre que os resultados revelarem
residuais de cloro livre fora da
faixa ideal (2 a 4 ppm) ajuste a dosagem de cloro que está utilizando
(ou a do equipamento de cloração) para que a faixa seja
atingida e mantida estes índices são fornecidos pela vigilância
sanitária.
Mensalmente:
1. Analise a dureza cálcica (é a medida, geralmente expressa
em ppm, de seu conteúdo de sais de
cálcio dissolvidos) e ajuste-a a faixa de 200 a 400 ppm. Cada 15g
de Promotor de Dureza Cálcica aumenta a
dureza cálcica em 10ppm;
2. Se a piscina estiver exposta ao sol, analisar o nível residual
de estabilizante de cloro (tem a finalidade
de impedir que os raios ultravioletas do sol consumissem rapidamente o
cloro adicionado à água e anulem sua ação
desinfetante). Complete seu nível para 50 ppm (50g para cada 1.000
litros de água).
Conforme necessário: Se a piscina não for coberta então
haverá ainda o
trabalho de recolher folhas e outras sujeiras e fazer a aspiração
conforme a necessidade.
Uma piscina bem tratada evita o risco de instalação e reprodução
de larvas de mosquito, inclusive as do transmissor da dengue (Aedes Aegypti),
assim como a reposição da água , de modo que certamente
estaremos colaborando para amenizar a crise de abastecimento.
CLAUDINEI SANCHES
ARQUITETO E URBANISTA

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