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MATÉRIA PUBLICADA
DIA 08 DE MAIO DE 2009
CAPTAÇÃO
PLUVIAL
O manejo das águas pluviais, historicamente representado por galerias
pluviais, canais e áreas de retenção, vem nas últimas
duas décadas recebendo em muitos países do mundo a complementação
por medidas como captação direta dos telhados, retenção
temporária e aproveitamento da chuva.
A idéia é de captar água de chuva antes que chegue
no solo, onde normalmente se contamina e fica imprópria para uso.
As águas pluviais assim captadas servem, após o tratamento
adequado, para muitos usos não potáveis. Coletar a água
da chuva é uma tarefa muito mais fácil do que se pode imaginar
– e que
precisa ser desmistificada urgentemente. Nas residências, permite-se
substituir a rede pública em diversas aplicações
que não pedem água potável, tais como: bacia sanitária,
irrigação do jardim, lavagem de roupa, carro, piso. Além
de representar uma economia média de 50% do consumo mensal, essa
ação ajuda
a escoar rapidamente a água não captada, prevenindo as enchentes.
A instalação de um sistema doméstico é simples,
exige apenas uma superfície de captação (telhado
ou piso), um filtro de tela para a retenção de galhos, folhas
e outros sólidos, e um reservatório. Mas como não
existe padronização, é necessário fazer uma
consulta com um técnico especializado para definir o melhor para
cada obra,
e assim alcançar baixo custo e bom aproveitamento. Mas alguns cuidados
devem ser tomados: a
eliminação da água da primeira chuva, que é
a mais poluída, responsável pela limpeza da atmosfera
e da superfície de captação; fazer a identificação
da tubulação e dos pontos de consumo para a água
não potável – esse líquido não pode entrar
em contato com o potável; proteger os reservatórios de exposição
à luz e ao calor; realizar periodicamente a manutenção
do sistema, garantindo a limpeza dos filtros
e dos reservatórios.
Agnes Yuri Anbe
Engenheira Civil

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