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MATÉRIA PUBLICADA
DIA 02 DE NOVEMBRO DE 2007
CONTROLES
DE CUPINS EM PRÉ-CONSTRUÇÕES
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A rainha do cupim subterrâneo
pode colocar
cerca de 1000 ovos por dia e pode alcançar
mais de 10 centímetros de comprimento |
O soldado possui uma cabeça
mais
avantajada, necessária para sustentar
as mandíbulas na defesa da colônia |
Os cupins
subterrâneos são assim denominados por construírem
seus ninhos no solo. De fato, estes cupins também podem construir
seus ninhos em vãos estruturais, como: caixões perdidos
em
edifícios, vãos entre lajes, paredes duplas, ou qualquer
outro espaço confinado que exista em uma estrutura, seja ela uma
residência, indústria ou comércio.
O Coptotermes havilandi é a espécie de cupim subterrâneo
invasora de estruturas no meio urbano de maior importância econômica
no Brasil. Estimativas feitas com o Coptotermes havilandi, nos Estados
Unidos, indicam que uma colônia desta espécie, contendo cerca
de 3 milhões de indivíduos, pode consumir madeira a uma
taxa de 360 gramas por dia. Uma colônia madura de cupins subterrâneos
desta espécie pode causar severos danos a uma estrutura em apenas
três meses. Desta maneira é imprescindível que seja
identificado o quanto antes uma infestação por cupim subterrâneo.
O montante dos danos pode ser grande não apenas pelo tamanho da
colônia que está atacando uma estrutura, mas também
porque nada impede que duas ou mais colônias estejam
infestando a mesma estrutura. Os cupins subterrâneos necessitam
de umidade para sobreviver e por causa disto as colônias são
geralmente encontradas no solo. Os operários deixam a colônia
em busca de alimentos retor nando à colônia para alimentar
outras castas (soldados, reprodutores alados, rei e rainha) e em busca
de umidade. A necessidade de umidade é uma característica
que pode ser utilizada para ajudar no controle destes insetos.
Assim, locais onde pisos de madeira ou outras estruturas de madeira encontram-se
em contato constante com o solo úmido são alvos fáceis
destes cupins. Alterações mecânicas, incluindo eliminação
de pontos de contato da madeira com o solo, substituição
de madeira ou objetos atacados, remoção de restos de celulose
e redução do excesso de umidade na estrutura podem também
ajudar no controle de infestações de cupins.
As intervenções necessárias para se fazer este tratamento
em estruturas envolvem um trabalho intensivo, apresentando muitas vezes
necessidade de se furarem pisos e paredes.
Desta maneira, as melhores oportunidades para se tratar cupins aparecem
durante as reformas de imóveis, quando se tem maior liberdade para
realizar as intervenções necessárias. Outra oportunidade
a ser considerada é o tratamento do solo durante a construção
do imóvel, prevenindo-se assim
futuros ataques. Daí a importância de se fazer um tratamento
preventivo do solo no início da construção. O ideal
é fazer um estudo prévio antes de acertar o terreno com
terraplanagem. Este diagnóstico é fundamental para detecção
de possíveis focos. O tratamento pode ser realizado
com o baldrame já pronto, onde o tratamento do solo pode ser realizado
via barreira química.
A barreira química nada mais é do que o tratamento do solo
imediatamente adjacente à estrutura com o objetivo de evitar com
que o cupim encontre frestas de acesso à mesma. Por causa dos riscos
inerentes ao tratamento, o controle de cupins subterrâneos requer
a contratação de uma
empresa especializada para a realização do serviço.
Não obstante, todos os cupinicidas registrados para este fim devem
ser de uso profissional, podendo apenas serem manipulados por empresas
especializadas. Este procedimento pode levar a um tratamento incompleto
e posterior reincidência
do ataque de cupins naquela estrutura. Assim, O serviço deve ser
realizado sob supervisão de um engenheiro para garantir um tratamento
eficaz e garantindo o menor impacto ambiental.
O tratamento preventivo pré-construção deve ser executado
pouco antes da concretagem do piso. Caso seja necessário aguardar
alguns dias, sugerimos cobrir a área tratada com plástico.
O tratamento curativo pós-construçãoé mais
dispendioso, pois requer perfurações nas calçadas
externas e no piso interno do estabelecimento. Isto sem contar o transtorno
gerado.
Muitas vezes o cupim já atacou inclusive alguns móveis do
local.
Portanto, A melhor estratégia para precaver- se contra cupins é
realizar um trabalho
ainda no início da construção garantindo assim conservação
do patrimônio.
Rubens Rugeri
Engenheiro Industrial e Químico

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